
Fundação da ASTE em 20/12/1961
da esquerda para a direita,
em pé:
Paul Schelp,
Nathanael I. do Nascimento,
Aharon Sapsezian,
Jaci C. Maraschin,
Harding Meyer ,
Othon G. Dourado,
Carlos Cunha
sentados: José Del Nero, Isaías F. Sucasas,
Júlio A. Ferreira,
Martin Regrich e
José Borges dos Santos Jr.
Conselho Deliberativo atual:
Aste é a sigla por meio da qual se conhece a Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, do Brasil.
Ela foi fundada no dia 19 de Dezembro de 1961, em Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, São Paulo, numa Assembléia Constituinte. Surgiu, portanto, no Seminário Teológico da Igreja Metodista, sede do encontro.
Seus membros fundadores foram os seguintes:
Sua sede e foro é a cidade de São Paulo, Capital do estado do mesmo nome. Ocupa o 13° andar de um imóvel na Rua Rego Freitas, 530, no centro.
Os estatutos enumeram oito objetivos ou finalidades:
A Aste é dirigida por um Conselho Deliberativo que se reúne anualmente para decidir sobre programas, contratação de pessoal, recepção de novos membros, eleições e exame das contas.
Essas reuniões anuais são chamadas de "Assembléias Gerais do Conselho Deliberativo".
O Conselho Deliberativo é composto de delegados enviados oficialmente pelas instituições membros da Aste.
Esse Conselho elege a Diretoria da Aste composta de presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro.
Além disso, constitui também uma Comissão Executiva composta pelos membros da Diretoria e mais três "vogais", que o representa no interregno das assembléias gerais.
O mandato da Diretoria e da Comissão Executiva é de dois anos.
A Assembléia Geral elege, também, o Secretário Geral, que executa e faz executar as decisões tomadas em plenário. Seu mandato é de quatro anos e pode ser reeleito.
O Secretário Geral pode contratar auxiliares para a implementação das deliberações da Assembléia.
Na verdade, por meio de todos os seus programas. Essa cooperação mútua revela-se também por meio de contribuições financeiras decididas livremente nas assembléias. As instituições tem oferecido professores para ocupar cargos na Diretoria e na Comissão Executiva, criando condições de cooperação entre os membros.
A Aste tem procurado se relacionar com agências intereclesiásticas no Brasil e no exterior para captar recursos destinados à implementação dos programas adotados. Tais esforços representam intenso trabalho de relações públicas e de divulgação de nosso trabalho entre essas agências e igrejas.
Desde a sua fundação até hoje, o trabalho editorial da Aste tem sido reconhecido no Brasil e até mesmo no exterior como de primeira qualidade. Numa primeira fase a Aste se concentrou na tradução de obras clássicas capazes de ajudar nossos estudantes de teologia a compulsar textos que até então lhes eram vetados por falta de tradução no vernáculo. Essa coleção (quase esgotada hoje em dia) pode ser encontrada nas bibliotecas dos melhores seminários do Brasil.
Além disso, a Aste começou a incentivar a pesquisa e a produção teológica entre nós e tem publicado o resultado desse esforço ao longo dos anos. Merecem destaque duas importantes obras de pesquisa, a "História Documental do Protestantismo no Brasil", do prof. dr. Duncan A. Reily, e a "História do Culto Protestante no Brasil", do prof. dr. Carl A. Hahn. Além disso, têm valor documental os livros que narram eventos e contêm conferências pronunciadas nessas ocasiões como, por exemplo, "Teologia sob Limite".
O trabalho editorial da Aste manifesta-se também na publicação ininterrupta da revista teológica "Simpósio" (no ano 2001 será lançado o número 43).
A Aste tem se empenhado em publicar dissertações de Mestrado, recomendadas pelos Cursos Oficiais de Pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião, como novo meio de incentivar a criação teológica local.
Às vezes, por conveniência de distribuição e afinidade editorial de certos textos, a Aste tem entrado em convênio com outras editoras, tais como Juerp, Imprensa Metodista, Sinodal, Cese e IEPG em Ciências da Religião.
Em primeiro lugar, por meio de simpósios, já considerados clássicos no Brasil. São encontros de professores de determinadas disciplinas constituídos pela apresentação de estudos e pesquisas e debate dos mesmos em plenário. O resultado desses simpósios, sempre que possível, são publicados em nossa revista ou em livros. Em 1991, tivemos o Simpósio de Professores de Teologia Sistemática, em Florianópolis, Santa Catarina; em 1993, o de professores de História da Igreja, em São Paulo; em 1997, o de professores de Bíblia, em São Paulo.
Em segundo lugar, promovendo encontros menores juntamente com outras instituições de pesquisa, como CLAI e Celadec. Nesses encontros temos participado em estudos principalmente de temas pastorais.
Em terceiro lugar, reunindo professores e estudantes de teologia em grandes congressos com duração de aproximadamente uma semana e com grande variedade de temas. Já realizamos três desses congressos.
Muitos de nossos professores de teologia têm se beneficiado da mediação da Aste para o recebimento de bolsas integrais, às vezes, e parciais, em geral. Muito embora as agências internacionais tenham reduzido o montante destinado a essa ajuda, ainda assim a Aste ocupa importante papel de mediadora e de órgão de referência para tal fim.
O programa de Credenciamento da Aste procura estabelecer critérios de avaliação da excelência da educação teológica ministrada nos seminários associados. Muito embora não tenha sido aplicado à maioria, tem servido para incentivar as escolas a progredir na melhoria de seus programas e de seu corpo docente e discente. Temos, assim, um Padrão de Reconhecimento para graus de Bacharel e de Mestrado.
O Padrão de Reconhecimento obedece o sistema educacional vigente no Brasil e tem sido utilizado até mesmo por universidades para avaliar o nível de estudantes que ingressam com diplomas de instituições teológicas. A Aste é chamada a avaliar tais escolas.
Os graus de Mestrado em Teologia e Ciências da Religião são normalmente avaliados pela CAPES, órgão do Ministério de Educação de nosso governo. O padrão da Aste procura ajudar os cursos de Mestrado a se situar no mesmo nível dos demais cursos de Mestrado das universidades brasileiras.
A Aste já publicou três diretórios dessas instituições até o presente.
A Aste não é uma organização de teólogos, mas de instituições de educação teológica. Em si, a Associação não tem linha teológica alguma. Os membros da Aste não são constrangidos a assinar qualquer declaração de fé nem de princípios. Trata-se de uma associação aberta a todos os evangélicos de qualquer tendência teológica e missionária. O artigo segundo dos estatutos diz o seguinte:
"São membros da Aste as instituições de ensino teológico do país que visam a preparação para o ministério ordenado e demais ministérios das igrejas evangélicas, que satisfaçam as exigências estatutárias e cujo pedido de filiação seja aceito por 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho Deliberativo."
Os estatutos dizem que os membros "associados" devem oferecer, no mínimo, curso de Bacharel em Teologia com duração de quatro anos para alunos que ingressaram depois de concluir o Ensino Médio. Por deliberação geral, a Aste restringe-se ao ensino teológico no campo evangélico. Ela poderá eventualmente convidar observadores de outros grupos cristãos se a Assembléia assim o desejar em ocasiões especiais.
As instituições desejosas de ingressar no quadro de associados da Aste devem seguir o seguinte roteiro:
Esse pedido é estudado pela Comissão Executiva e encaminhado, se estiver de acordo com os estatutos, para votação na Assembléia Geral do Conselho Deliberativo.
Veja mais na seção: filie-se
A Aste tem dois tipos de membros:
Os membros "correspondentes" podem participar na vida da Aste por meio de três representantes oficiais na Assembléia Geral. Os demais correspondentes são bem-vindos às reuniões de deliberação, muito embora não possam votar.
Veja mais na seção: filie-se
Além de grupos interdenominacionais, são as seguintes:
Rev. Júlio Andrade Ferreira, da Igreja Presbiteriana do Brasil, nos anos 1962-1966
Rev. Otto Gustavo Otto, da Igreja Metodista do Brasil, nos anos 1967-1968
Rev. Dr. Lindolto Weingartner, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, nos anos 1968-1971
Rev. Dr. Wener Kaschel, da Igreja Batista, nos anos 1971-1976
Rev. Dr. David Mein, da Igreja Batista, nos anos 1977-1981
Rev. Dr. Nelson Kirst, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, nos anos 1982-1983
Rev. Dr. Antônio Gouvea Mendonça, da Igreja Presbiteriana Independente, nos anos 1984-1987
Rev. Ervino Schmidt, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, nos anos 1988-1989
Rev. Dr. Antônio Gouvea Mendonça, da Igreja Presbiteriana Independente, nos anos 1990-1993
Rev. Dr. Paulo Siepierski, da Igreja Batista, nos anos 1994-1995
Rev. Dr. Nelson Kilpp, da Igreja Evangélica de Confirmação Luterana no Brasil, nos anos 1996-2001
Rev. José Carlos de Souza, da Igreja Metodista do Brasil, nos anos 2002-2005
Rev. Manoel Bernardino de Santana Filho, da Igreja Evangélica Congregacional, desde 2006
A Diretoria da Aste é eleita de dois em dois anos, podendo haver reeleição.
Os secretários gerais até 2003 eram eleitos para mandato de quatro anos, podendo haver reeleição.
O primeiro secretário geral foi o Rev. Aharon Sapsezian, da Igreja Evangélica Armênia, permanecendo no cargo de 1961 até 1970, quando pediu demissão para ocupar o cargo de diretor do Fundo de Educação Teológica, sediado em Londres, Inglaterra.
O segundo secretário geral foi o Rev. Jaci Maraschin, eleito em 1970 e reeleito de quatro em quatro anos até 1994. Ele foi membro da Igreja Episcopal Anglicana e professor no Instituto Ecumênico de Pós-graduação em Ciências da Religião em São Bernardo do Campo, SP.
O terceiro secretário geral foi o Rev. Odair Pedroso Mateus, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, permanecendo no cargo de 1995 até 1999, quando saiu para ocupar o cargo de Secretário Executivo do Departamento de Teologia da Aliança Mundial de Igrejas Reformadas, em Genebra, Suiça.
O Rev. Fernando Bortolleto Filho, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil assumiu o cargo em seguida. A partir de 2003, por mudança no Estatuto, o cargo passa a se chamar "Diretor Executivo"; é um profissional contratado, que não tem mandato. O Rev. Fernando permanace nesse cargo até a presente data.
A Aste relaciona-se com diversas agências eclesiásticas internacionais que lhe têm dado apoio econômico como, por exemplo, a Missionswerk da Alemanha e as Evangelisches Samen op Weg-Kerken da Holanda.
Organismos mundiais eclesiásticos também, ocasionalmente, nos ajudam mediante a apresentação de projetos convincentes. A Aste é membro da World Association of Christian Communication, sediada em Londres, Inglaterra, e do Conselho Latino Americano de Igrejas, CLAI, sediado no Equador. Mantemos bom relacionamento com o Programa de Educação Teológica do Conselho Mundial de Igrejas e com a Federação Luterana Mundial, sediados em Genebra. A Aste é um dos membros fundadores da World Conference of Associations of Theological Institutions (WOCATI). No Brasil, a Aste tem colaborado com CELADEC, CLAI-Brasil, CEHILA-Brasil, CEBEP e CONIC.